A maior obra de teologia pentecostal sistemática do Brasil

A primeira Teologia Pentecostal expandida escrita por um brasileiro


Em toda a história do Pentecostalismo no Brasil, nunca antes um teólogo discorreu sobre a Teologia Sistemática Pentecostal de maneira mais clara, mais substanciosa e aprofundada do que o pastor Walter Brunelli. Esta é a primeira teologia pentecostal aplicada escrita por um brasileiro.

Os quatro volumes publicados pela Editora Central Gospel formam uma obra de mais de 1.700 páginas, e abordam, como nenhuma outra escrita originalmente em língua portuguesa, os 10 temas da Teologia Sistemática, sob a ótica pentecostal. São eles:

  • Volume 1: História da Teologia Cristã; Bibliologia – Estudo sobre as Escrituras; Teontologia – Estudo sobre o ser de Deus.

  • Volume 2: Cristologia – Estudo sobre a pessoa de Cristo; Pneumatologia – Estudo sobre o Espírito Santo; Angelologia – Estudo sobre os anjos.

  • Volume 3: Antropologia – Estudo sobre o homem; Hamartiologia – Estudo sobre o pecado; Soteriologia – Estudo sobre a salvação.

  • Volume 4: Eclesiologia – Estudo sobre a Igreja; Escatologia – Estudo sobre as últimas coisas; e História do Movimento Pentecostal.


Para enriquecer ainda mais a bagagem cultural dos leitores e estudiosos desta obra, o autor distribuiu em suas páginas mais de 300 gráficos, tabelas e ilustrações, além de centenas de citações dos originais grego e hebraico.

Estudar a Teologia Para Pentecostais com o pastor Brunelli, um dos mais abalizados e experientes mestres de teologia da fé pentecostal brasileira, trará ao leitor um conteúdo semelhante ao de um avançado curso de Teologia.


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Sobre o autor

Pastor Walter Brunelli

Estudou teologia na Faculdade Teológica Batista de São Paulo, porém, concluiu o seu curso na Faculdade de Teologia da Igreja Metodista Livre. Convalidou o seu diploma pela EST – Escola Superior de Teologia – uma instituição luterana em São Leopoldo, RS. Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduado em Didática do Ensino Superior, também pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Entrevista com o autor

Walter Brunelli

Um mergulho profundo nas origens pentecostais

Autor de Teologia para pentecostais, pastor Walter Brunelli fala sobre os objetivos da coleção que discute os 12 temas essenciais da teologia sistemática sob a visão pentecostal

Foi um ano e meio de intenso trabalho, um mergulho profundo em análises e pesquisas, que incluíram escritos do próprio autor, produzidos durante sete anos. O resultado dessa entrega do pastor Walter Brunelli, que é professor em seminários teológicos há 32 anos, são os quatro volumes da obra Teologia para pentecostais, uma teologia sistemática expandida. A obra inédita no Brasil foi escrita com o propósito de informar os pentecostais sobre os fundamentos de sua fé e esclarecer cristãos de outras denominações a respeito do ponto de vista bíblico pentecostal.

O lançamento da Central Gospel analisa os 12 temas essenciais da teologia sistemática sob a ótica pentecostal, mas não se furta a discutir os outros pensamentos teológicos. Tudo isso, com o propósito de “aclarear os fatos e mostrar o que cremos, como cremos, e porque cremos como cremos”, ressalta o pastor Walter Brunelli nessa entrevista.

O que o senhor espera dessa obra no âmbito eclesiológico?

Espero que essa obra atenda não somente ao povo pentecostal em geral, mas também a toda a comunidade evangélica, porque nós sempre consumimos as obras dos autores não pentecostais. Agora, eles poderão também conhecer um pouco mais sobre a nossa forma de pensamento pentecostal.

Como o senhor espera que a nova geração absorva esse material, e qual o tipo de mudança que o senhor espera?

Eu gostaria de alcançar não só pastores, mas jovens, seminaristas, para que conheçam um pouco melhor no que realmente crê o pentecostal em todos os principais pontos doutrinários, teológicos. Muita gente está se perdendo hoje, vindo com muita opinião pessoal. Nós precisamos voltar para a Bíblia e conhecer, de fato, o que o pentecostalismo prega e acredita sobre cada um dos dez temas da teologia sistemática.

Os seminários teológicos têm recebido muitos jovens seminaristas de linha pentecostal. Isso, sem dúvida nenhuma, é fruto de uma geração que é a sua geração, que foi pioneira no estudo da Palavra. A geração que veio antes do senhor foi uma geração que abriu muitas igrejas, que trouxe crescimento, mas a sua foi uma geração que trouxe uma base, uma estrutura. O que o senhor espera da próxima geração enquanto Palavra + crescimento?

No começo do pentecostalismo que nós conhecemos hoje, nos primórdios da Rua Azusa, havia certo preconceito entre os pentecostais para estudar teologia. Isso em decorrência do liberalismo teológico, que no começo do século 20 era muito forte na Europa. Então, com medo de que os estudantes de teologia enveredassem para o liberalismo teológico os pastores pentecostais proibiam os jovens de entrarem para o seminário. Quando eu entrei para o seminário, lembro que havia certo preconceito dos meus colegas porque eu era o único pentecostal da minha classe. Mas, com o passar do tempo, as barreiras foram caindo e houve uma mudança. Novas gerações começaram a se interessar pelo estudo da teologia. Hoje, nós temos bons seminários pentecostais no Brasil, há uma mudança de pensamento e o que se pensava não é o que se pensa hoje. Já evoluímos bastante, crescemos bastante e o preconceito deu lugar a um novo conceito: conceito de que é necessário, sim, conhecer a Palavra de Deus e conhecer bem o pensamento teológico que está por traz dos nossos púlpitos, porque por traz do pregador há sempre uma teologia que o comanda.

Como teólogo, o senhor é conhecido por ter criado um neologismo, que é a palavra “interpentecostalidade”. O que o senhor entende por interpentecostalidade?

Nós conhecemos fundamentalmente até hoje dois tipos de pentecostalismo: o clássico e o moderno. Então, neopentecostal ou neopentecostalismo tem dois sentidos: há um sentido pejorativo, o neopentecostal, aqueles que cometem extravagâncias; mas há também um novo sentido que se dá a ele, que é o novo pentecostalismo, uma forma diferente do pensar pentecostal quando comparado ao clássico. Na minha dissertação de mestrado, eu falo do interpentecostalismo, ou seja, aquele meio termo que algumas igrejas mantém entre o pentecostalismo clássico e o neopentecostalismo. Então, eles aderem a características dos dois pentecostalismos: o clássico, que é, principalmente, o da Assembleia de Deus; e o neopentecostalismo, que é característico das igrejas de hoje que dão ênfase a pontos teológicos e éticos, inclusive, e litúrgicos, diferentes daqueles adotados pelo pentecostalismo clássico.

Essa obra possui quatro volumes e mais de 1.700 páginas. Como se deu a formação dessa obra tão importante?

Por sete anos eu escrevi uma revista de Escola Dominical atendendo a milhares de igrejas pelo Brasil com a publicação. Depois de sete anos, eu vi que havia escrito revistas com cada um dos temas da teologia sistemática, e meu filho teve a ideia de juntar todos. Ele disse: “Pai, se o senhor juntar todos os temas, – o senhor escreveu sobre os dez temas da Teologia Sistemática – eu acho que daria um bom volume para fazer um livro”. Aí eu juntei com outros materiais que eu havia guardado, como apostilas e anotações para sala de aula em seminários, e vi que, realmente, dava para fazer uns dois volumes. Conversando com o pastor Silas Malafaia, o Ricardo tocou no assunto, e ele sugeriu que fizéssemos quatro volumes, desafiando-me a um trabalho maior. Foram de 8 a 10 horas de trabalho por dia, durante um ano e meio, e o resultado foram os quatro volumes. Foi um trabalho ardoroso, mas quando começamos a pesquisar e a escrever, vemos que há muito mais coisa sobre o que poderíamos ter escrito.

Por que Teologia Sistemática Expandida?

Porque avanço em cada um dos temas. Eu não apresento somente o ponto de vista pentecostal. Por exemplo, na questão da Soteriologia, eu avanço na discussão armínio-calvinista, expondo a posição dos teólogos reformados, que defendem o calvinismo; nós somos de linha arminiana. Então, mostro a forma de pensar de cada um. Na questão escatológica, nós adotamos a posição pretribulacionista, premilenista, mas eu não desconsidero as outras posições. Eu mostro o que pensam os póstribulacionistas, o que pensam os mesotribulacionistas; e, na questão do milênio, o que pensam os amilenistas, os pósmilenistas, além de colocar a nossa posição, evidentemente. Eu procuro ser honesto, no sentido de apresentar também as outras formas de pensar teológico, e, principalmente, na questão da Pneumatologia, porque a grande maioria dos teólogos, evidentemente que não são pentecostais, mas históricos e reformados, não avançam tanto na doutrina do Espírito Santo. Alguns deles evitam essa questão da doutrina do Espírito Santo com respeito a atualidade dos dons. Nós não somos cessacionistas, nós somos continuístas, por isso, eu defendo. Mas, para fazer essa defesa, eu trago, à luz do pensamento de alguns antipentecostais– uso até um termo nesse capítulo, referindo-me aos ativistas antipentecostais – porque tem aqueles que são, evidentemente, contra o continuísmo. Então, eles dão o ponto de vista deles, e eu, evidentemente, apresento o nosso ponto de vista, rebatendo aquela posição.

A intenção da obra não é fazer polêmica, mas aclarear os fatos e mostrar o que cremos, como cremos e porque cremos como cremos.

Apresentação da obra pelo autor

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